Fotoproteção infantil – O que devemos fazer?

 In Rigorosos a cuidar

Colaboração de: Drª Lidea Maroñas, médica Dermatologista, membro da Academia Espanhola de Dermatologia e Venereologia (AEDV), do Grupo Espanhol de Dermatologia Pediátrica (GEDP) e outros grupos de estudo da especialidade.

Alguns conselhos para uma maior proteção solar para os próximos meses de jogos ao ar livre, brincadeiras na piscina e castelos na areia.

Posso ir à praia com um bebé?

As crianças pequenas, especialmente os lactentes, são muito sensíveis às radiações solares. Além se queimarem com facilidade,  correm também o risco de ficarem desidratadas.
Em bebés com menos de 6 meses, não se recomenda a exposição direta à luz solar nem a aplicação de protetores solares em bebés com menos de 6 meses. Nesta idade é preferível evitar levá-los à praia, exceto ao final do dia.

Qual é o melhor creme solar para crianças?

Existe uma enorme variedade de fotoprotetores no mercado, apresentados em forma de leite, creme, spray ou loção. Os fotoprotetores devem ser escolhidos em função das caraterísticas da pele e das preferências de cada pessoa.

Para crianças com menos de 2-3 anos e para pessoas com patologias cutâneas, os fotoprotetores mais indicados são os cremes com filtros minerais que protegem do sol com écran total, atuando como uma barreira física e sem serem irritantes nem sensibilizantes.  Atualmente, este tipo de fotoprotetores melhorou consideravelmente a sua fórmula com o objetivo de evitar o incomodativo efeito “pele branca”. Em crianças um pouco mais crescidas, podem usar-se cremes solares infantis com filtros químicos/orgânicos com fator de proteção 30, no mínimo. Este tipo de fotoprotetores demora a começar a atuar, pelo que se recomenda aplicá-los 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol.

É suficiente colocar o creme de proteção solar?

Depende da idade, das condições de exposição solar e da forma como usamos o fotoprotetor.  Em geral, tanto em crianças como em adultos, recomendam-se sempre medidas físicas contra o sol, como roupa clara e larga, chapéu e guarda-sol. Isto é fundamental no caso das crianças mais pequenas e lactentes.  Deve também evitar-se a exposição direta ao sol nas horas de radiação máxima (entre as 12 e as 17 horas) e, muito importante, apesar de nos esquecermos com frequência: devemos aplicar o creme fotoprotetor generosamente, renovando a aplicação periodicamente (de 2 em 2 horas) especialmente depois do banho e em momentos de maior transpiração.

Alguma recomendação especial para crianças com dermatite atópica (DA)?

As crianças com dermatite atópica (DA) devem seguir as mesmas indicações sobre proteção solar que qualquer criança da sua idade. Em geral, recomendamos a utilização de fotoprotetores infantis específicos para DA e quando se frequentam piscinas deve-se intensificar a hidratação da pele com loções emolientes para peles atópicas.

Embora quase não nos lembremos do sol nos meses mais frios, ele acompanha-nos 365 dias por ano. Adquirir bons hábitos de proteção solar diária desde a infância, é essencial para prevenir o envelhecimento prematuro da pele e o desenvolvimento de cancros cutâneos na idade adulta.

 

Drª Lidea Maroñas

Dermatologista