Fotoprotetores com Cor

 In Rigorosos a cuidar

Vamos falar de Cor. E vamos falar de Fotoproteção.

Sabemos que uma exposição prolongada e exagerada ao sol aumenta o risco de aparecimento de cancro de pele. Mas não só: há uma quantidade de doenças e condições que se agravam ou são induzidas pela ação da radiação solar, particularmente numa área do corpo que está sempre exposta – a nossa face. E temos que a proteger.

Que Doenças se Agravam com o Sol?

Eis algumas muito frequentes: rosácea (doença inflamatória da face com pele avermelhada e reativa); melasma (manchas acastanhadas que aparecem espontaneamente ou após a gravidez); acne inflamatório (as “borbulhas”) e o herpes labial (infeção viral). Outras são resultantes de alterações imunes (como o lúpus sistémico) ou genéticas (como a porfíria – doença em que aparecem bolhas na pele exposta ao sol) ou alérgicas (urticária solar).

Que Condições se Agravam com o Sol?

Todos os doentes oncológicos sob quimioterapia ou radioterapia, doentes transplantados ou imunossuprimidos têm de se proteger do sol pelo risco acrescido de cancro de pele e porque a sensibilidade da pele à radiação solar é maior (e maior a probabilidade de ter uma queimadura solar – um “escaldão”). E certos medicamentos necessários do dia a dia (antibióticos, analgésicos, anti-inflamatórios) são fotossensibilizantes, isto é, aumentam a sensibilidade da pele ao sol.

Filtros Solares com Cor?

Em todas as situações referidas é fundamental fotoproteção diária. Lembram-se do aspeto branco-fantasma dos protetores antigos? Muitos doentes deixavam de os usar…

É aqui que os Filtros Solares com Cor são uma ótima ajuda. Aliam o cuidado médico (fotoproteção) à eficácia cosmética (disfarçar a patologia) sem sacrificar o objetivo: evitar ao máximo o efeito deletério da radiação solar. Claro que devem obedecer aos critérios de um bom filtro solar: índice de proteção solar 50+, proteger da radiação ultravioleta B e A, proteger se possível de outros tipos de radiação (infravermelhos e visível) e baixo potencial alérgico. Devem ser fáceis de aplicar, ter um bom espalhamento e, num produto com cor, ter uma tonalidade que se integre bem na pele mas que cubra as imperfeições de cor da mesma. E se tiver ação antioxidante, que ajude a combater o envelhecimento da pele, melhor ainda. Ou seja, pretende-se que sejam verdadeiros 3 em 1: filtros solares + pigmento /base de camuflagem + hidratante facial.

Práticos, para quem não gosta de perder tempo a aplicar muitos cremes; importantes, para quem tem pele oleosa, evitam a oclusão resultante da aplicação de 3 produtos diferentes; fundamentais para quem tem patologia cutânea da face – manchas (castanhas, brancas), inflamação (borbulhas, rosado) ou envelhecimento marcado com lesões pré-malignas da face.

Em creme, gel, compacto ou caixa com aplicador, cor bege ou bronze, textura fluida ou mais espessa, facilitam a reaplicação frequente e a adesão à fotoproteção.

Sim, porque a cosmética importa! Um bom filtro solar só protege se for aplicado. Não necessita de comprometer a sua imagem – pode escolher Filtro solar com Cor!

 

Dra Leonor Girão

Dermatologista

Clínica Dermatologia do Areeiro, Lisboa